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Trechos


Enamorei-me da tua face, beleza única dentre outras belezas fúteis.

Dos teus olhos raiou teus desejos escondidos, segredos imorais.

Que enfeitaste de arrogância, charme e santidade.

Dos muitos tesouros que queres se mostra as grandezas das coisas que desejas

O tamanho e a altura das coisas te fazem convencer, te faz sentir temores.

E teu amor na verdade mostrou-se um trato com a servidão

Servidão aos fortes e teu domínio aos fracos

Entre teus olhos forma-se a tua estima, por eles passam as ilusões, as coisas que não são.

Negas o prazer quando a fonte é rota, considera-o na seca como um favor.

As tuas palavras vêm do nada e sem sentido elas me alegram.

Em ti não achei brilho dos que são meus amigos, apenas um laço frágil de intenções.

Minhas citações te são belas, mas teu corpo rebela-se e não consegues controlar.

Teu pensamento habita em teu corpo, tua mente te faz chorar.

Teu desejo é meu, o tenho na medida do que posso por em tuas mãos.

Teu desejo é uma coroa que pões nas mãos dos vitoriosos de poder

E assim procurei entre as feias do vilarejo e encontrei carinho

Que compensa a pobreza das aparências, a minha beleza te é como nada,

Minha beleza são minhas vinhas a teus olhos.

Dentre os que possuem terras fui o que menos plantei

Tu não colhes, mas colhem por ti e te levam a boca.

Destróis as verduras, tu os fazes destruir para tuas conquistas.

Eles te amaram e tu os roubaste, a mim me amaste deixando-me em misérias.

Entrei-me a ti e me acusaste de violentação,

Mas teus fortes até mesmo habitam em tuas intimidades.

Desprezas amor sincero, preferes as sobras, sombras, nomes puros simbolismos.

Não tiveste amigas, apenas cúmplices de pecado,

Divides com elas as vestes e os homens das cidades que pelas noites procuras, mas de dia o rejeitas.

Na tua alegria tens o poder de desprezo, na tua solidão o cio da prostituição.

Que é tua fraqueza desde os tempos mais remotos, já que foges do amor.

Foges de mim o que te desejo.

Mas teu desejo é andar pela multidão, fazer mostrar o que achas importante.

Não andas nas ruas desertas, abominas as luas de reflexão amor meu.



Dos teus filhos viste a nudez e do teu corpo viram teus desejos

Pelo vilarejo de tua terra que te dei deste aos mais belos que eu

E em sua presença de uma fraca

E te entregaste aos homens que nus andavam

Os gigantes da terra

Diante dos olhos estranhos desejas prolongar tuas poses

Teu sorriso muda quando te sentes desejada

Fazes de tua nudez tua riqueza nos dias que tua boca não come

Comes da rigidez de teus homens que escondes no teu intimo absurdo

Tu és rainha no mundo de homens nus, sem vergonha alguma

Quando apanhastes dos estranhos me procurastes eu que sou teu amor

A mim recorres o que aceita tua ignomínia

Dos meus braços amas a força e meus murros te são favos

Frutos do desejo

Nas agressões alheias não vês teu poder devasso

Teu corpo é uma carne qualquer

Amei-te, porem meu amor te incomoda tu que odeias a lei e a disciplina.

Teu deus te é limite, logo procura a libertinagem em solo distante.

Nas palhas que se deitam os animais em urros é onde descansas

Sem o conhecimento da porção de meu amor por ti

O meu desejo que era meu agora e teu e tu não o sabes amaciar

Serve-te de despojo pra qualquer de tuas safadezas

Nossos filhos te observam de sorte que como santa te aparentas

Com tua túnica de animais e teu rosto fito em solo

Mas bem rápido bates teu olho no homem peregrino

E já o tens em tua mente do teu jeito

Queres refrear-te a mim e tomar dos pêlos peitorais dos guerreiros que militam com arma

Tu buscas morte em braços proibidos destes que agouram pela morte dos príncipes para tomá-los as mulheres



A todos que te olham aformoseias teus gestos

Te envaideces como macaca em cio matinal, que afoga suas saídas com dedos enormes e fétidos.

Burra encalhada és oh donzela vadia quando da tua cara cínica fazes mascara de cobra assanhada

Tens teu ventre no chão das matas

Da boca das tuas mentiras ouvi as piores incitações do que me é errado e abissal

Os membros dos animais admiras em teu leito

E em lagrimas humanas pranteio tua distancia

Deste à tuas filhas as palavras ocultas da excitação

De forma que nossa casa tem machos ferventes, lá fora pelas manhãs.

Tentando romper os laços guardados de nossas criações

Não fosse meu terno ciúmes as correntes de gozo já me teriam tomado as domesticas damas.



És amada minha que o corpo afasta do meu nas noites de frio

Que os olhos se lançam à prata e bronze alheios e que me deixas tão só

Como dura realidade existes e tuas loucuras me são ilusões

És como uma bela pintura ridícula pelos muros das esquinas

Cuja construção é como imagem de um semblante pintado para o abate

A distancia me desejas e me deixas e de perto me evitas

Nas minhas doces palavras encontras distúrbios, teus seios são de outros braços.

Eu sou pobre e tão somente meu amor ofereço, mas tu não o queres.

Todos os dias de teus últimos dias te procuro e te confesso um amor puro

E a cada dia desejas mais o ouro que não tenho e que esta em teus sonhos

Em mim há o anseio imenso de ouvir de t uma única palavra de união

Porem assim mesmo te pintas e te embelezas afim de aprisionar oportunos que vem a teu encontro

Tua mãe já te lançou nas esquinas para conservar-te num folguedo de adultérios

E te banhastes nos rios que jorram dos sexos dos machos de puro sangue

Andaste nua na tua meninice e de lá vieste a desnudar pelos campos

Aliviando-te com tuas relvas que coçam teu corpo já doentio

Esperas minha morte que te dará liberdade em podridões

Esperas ansiosa que meu corpo magro e nu torne ao solo e tua alma veja a força do rei

Em minha presença ficas a tagarelar com os andarilhos me deixando a observar

Procurei te levar até os castelos e dormir nos palácios com o pouco colhido

Mas tu ó bela vadia despresaste-me diante dos pedestres do arraial

Portanto cairás nas masmorras e terás tua madre engolida pelos leões

Pois abandonas meus carinhos e procuras adulações do ouro

E não te importa que eu te ame, somente vives à tua maneira.

E me obrigas a espancar-te, me obrigas a te odiar.

Os homens do nosso campo são suicidas loucos que suas vidas dão as meretrizes das tendas

Porem tu e elas nem sequer puxam um fio de cabelo pelos seus amantes

Tu és meu bem estar e teu bem estar são as riquezas das colheitas

São os braços dos soldados em guerras

E fraco continuo a estar, minhas forças ficaram a teus pés.

E tu dormes com as porcas que de nada aproveitam da limpeza

Viverei eu sim como os porcos, pois que tudo lhe foi dado e me sobrou tua imundície.

Olhei para as donzelas e eis que vi varias delas dando de comer a seus senhores com as pernas passadas

, e os braços pelos ombros e vi que sobre a mesa haviam perfumados vinhos do oriente.

Então entendi a suas astúcias





Deixaste-me a procura de outros amores, te envolveste em tua mente vazia que não te pode levar algum. Usas-te a sedução para afastar-me de meus caminhos; enamoraste dos cavalos alheios em seus órgãos esbeltos, então dominas-te o mais fraco para o matar e procuras ser morta pela violentação de teu sexo, querendo o poder dos soldados e as madres das jovens como tu.

Estás como louca fugindo à procura de um sonho que criaste para satisfazer tuas entradas, junto às belas te teu pensamento.

E tua mãe criou-te côo os algodões que se desprendem e fostes amor dos bastardos. Te dás por esquecida nos tempos inoportunos e machucaste meu peito, imaginando nele o seio de tua mãe, evitando o poder de teu pai ao tirar teu corpo de meu.

Tu és o estrume do teu corpo, a podridão de tua alma; desejei-te, porem só quisestes seduzir-me. Teus seios já caídos desejas levantar e procuras teu sexo na tua própria boca, o meu sexo solto em tuas mãos.

Teu corpo possui caminhos tortuosos e levianos, o jogarás nos leitos que passam e arderás por mim num sofrimento profundo. Não queres teu deus, o engoliste e já agora o defecas para voltar a comê-lo, lançaste-me nas latrinas.

Pus meus dedos na tua madre e senti que de ti nascia o órgão de teu pai para depois ferir-me.

Teu desprezo é tua morte, todo instante me incito a destruir tua mente cruel; vai-te por ai pelos vinhedos dos fortes a ver se encontras a cura de teu fluxo de sangue, o sangue da morte do teu desejo por mim.



Puseste um solado sob teus pés para passar de mim em altura, te enrolaste com um pano deixando o solo ver tua nudez, pois ali em teus pés deixar os fracos e danças sobre eles. Nem sequer os enterras, mas deixa-os podres abaixo do sol.

Porque me desprezastes? Eu que te era como um forte e como uma bela. Prevaleceu teu mor pela bela e agora a procuras dentro de mim, de ti ou pelos becos mais imundos fora da vista da tua parentela. Porque te envergonhas de ti mesma, és miserável e anseias andar nua, assim tens atenção.

Eu fui para ti uma bela fantasia, porem uma falsa bela; és pobre e roubaras através de membros venosos o que puderes lucrar.

Porem vivo, vivo meu amor por ti e agora será de outra minha sorte, procuro as carícias de meus amigos entre beijos cálidos de amizade e dou as donzelas do meu corpo, do meu sangue tomam as bocas sedentas.

Quando eu sentia minha mãe prostituída em ti, em teus seios, tu vias tua amada, minha filha ficava com teu peito enquanto eu ficava com o direito; uma filha e uma esposa em teu busto.

Dei-te do fruto que não podias comer, dei-te porque queria dividir a plenitude de meu corpo, então comeste os frutos, a arvore e eu, a agora roubas dos piore frutos.

Soube dos teus sacrilégios e espantada escondias tuas orgias, que fiz eu contra ti? A não ser caricias que roubei de mim para te dar, a não ser gozos que não quis ter para te fazer sentir.

Insensata e destemperada habitas nas pedras dos meus rins e no calor de meus pés. Perdoai-me os ingüentos.

Por cada rua encontro tua vitimas; soldados nus, belas violentadas e bebês abortados.



Eu te escrevi os mais lindos cantares que agora são corroídos por traças em caixas de papelão, e sobre tua cama derramei do óleo que traz vida, para depois matar-me em leito sem nenhum aroma de amor verdadeiro.

Em meu quintal uma viúva negra indicou-me um baú enterrado com meus escritos e nossa aliança, ali enterraste os meus sonhos, ali ficaram apenas memórias, atendestes as feitiçarias que encantaram para nós.

Agora arrancas do peito teu coração e o introduzes na madre, ali ele bate e em teu peito puseste meus órgãos abatidos.

Tu não tens prazer, tu na és nada, é a inatividade de um prazer falso, que atrai que somente seduz para a morte. Te endouras para seres adorada, depois envias das m ais perversas pragas e tormentos.

Teu sexo suga o poder de meus canais vitais, meu membro te fere e sangras até o gemido da morte. Te entregas à vida para depois a tomá-la parodiando teus deuses, e me condenas às chamas gregas do hades imitando teu deus voraz.

Me condenas apenas por ter te amado, me condenas porque, tentando te amar, e tentando te encontrar, vacilei em minha própria procura; não me ressucitarás e não acenderei ao teu céu assim como qualquer outra mentira. Procurei tuas epístolas e eis que estavam incompletas e haviam profecias não cumpridas. Um ultimato de morte através de palavras com nós de suicídio.

Amei-te e te amo, numa troca ilegal e injusta para receber de ti desprezo e castigos pela tua arrogância.

Te enojas dos soldados mas deseja-lhes as armas, evitas as belas mas as anseias suas entradas. E choro, porquanto de ti eu faria minha geração, mas só recebi uma única rosa digna de ser amada, mas que eu ao posso cheirar pela manha, és tua e me roubaste, nunca me ajudaste fazer nossa estrada, mas fizeste a tua e mandou-me para o canto.

Tomou a herança como um pródigo.

Enquanto te encontravas no caminho vinhas com teus vários machos montados em teu pensamento e te penetravam com o ódio que amas, com o desejo dos cavalos que vives a flertar.

Te tornas-te mulher trabalhadora das que tiram suas roupas por preços exorbitantes; escondes tua nudez de mim. Tua vulgaridade é que revelas.

Traíste-me em rosto, com sorrisos e gestos de amizade disfarçavas, mas eu vi tua prostituição, eu revelei tua face por trás de tuas mascaras sociais.

Pra mim foram pesadelos as vezes que te toquei; a vezes que me tocaste me feristes.

Teus beijos arrancaram pedaços de mês lábios de forma que meus dentes ficaram expostos num sorriso de dor.

O teu corpo é espetáculo publico entregue aos bichos, tua troca de calor com teus amantes foram chamas infernais de meu ser.

Não há mais nada que possas fazer a não ser te entregar aos desejos alheios que me passaste em rosto, tu não sabes que demônios te possuem, imitas as mulheres de má fama que vês e desejas pelas ruas.

Acreditas na mentira aparentemente bela do que minhas belas verdades, teu corpo me foi belo, agora será falsamente belo aos olhos dos animas sedentos.

Em poucos minutos destruíste um castelo de anos e sentimentos eternos de amor. Tentei livrar-me de ti, mas em tuas ciladas me debrucei; não entendo porque te cri.

Procuro meu sexo em teus dedos.

E em minhas entradas procuras a entrada das amantes de tua mente

Usas meu corpo como objeto de tuas devassidões

Teus sonhos estão perturbados pelas fantasias escondidas dentro de teus livros sagrados

Te adoras nos espelhos de teu quarto

Acompanhas as damas ate as latrinas para ver lhes a nudez

Eu temi que as amasse mais do que a mim então dei-te minhas entradas;

Para que imaginásseis suas rosas portas do ventre;



Tua traição é uma faca dentro de meus rins;

Teu sofrimento me perturba e me compraz;

Meu sofrimento é teu orgulho e poder.

Quando teu fluxo de sangue mancha tua vaidade recorres até minha casa

Procuras o prazer procuras sujar meu sexo à procura de alento.

Sempre que tua fazenda enfrenta tempestades vens e roubas minha plantação.

Sou teu refugio, refugio apenas; na tua alegria torno-me um inútil.



Anexos de Poemas Profanos para O Corpo da Serpente:



Encontro com o Desencontro.

A vida naquele dia me trouxe um engano, um desencontro, então fomos apresentados pelo destino de forma irônica.

Naquele dia eu não tive escolhas você me escolheu, não tive defesas. Num corredor escuro encontraste teus pesadelos, verdades que não podes suportar; não conseguiu olhar para dentro de minha mascara, pintaste meu rosto com desenhos da tua imaginação. Mostraste minha morte futura através de teus lábios perniciosos, estive condenado pelo prazer de te possuir e estar debaixo da tua presunção. Há uma faca dento de minha boca cujo corte faz sangrar a língua, cujas palavras são afiadas para o ferimento.

Me prendestes com olhos ferozes e famintos; estive diante de ti no dia que desejaste sacrificar algo pra comer.

Em mim não houve fé até que haja passado teu dia de ilusão, eu não sou o homem que queres, e mesmo assim ponho debaixo de teu machado meu pescoço mordido pelos teus dentes alvos, pérolas encontradas no mar que afoga meu desejo dentro de tua suave boca. Eu não escrutinei as intenções absurdas da tua carne e não entendi nada sobre um desencontro casual de palavras soltas e de ódios escondidos.

Você estava coberta com lençóis cujas pinturas retratavam tuas ilusões absurdas de olhos vendados para minha face, não percebestes que eu sou o segredo das coisas enterrado nas coisas que se vêem todos os dias a teu redor.

Sou teu pensamento mais absurdo, teu desejo mais oculto e tuas realidades tão dolorosas, basta que olhes para dentro de ti para me enxergares, que sinta tuas fraquezas para que ali eu esteja. Quando houver uma gota descendo pelo teu corpo molhado eu estarei viajando em tua carne precipitada, em cada fuga haverá uma porta escondida e eu a serei. Quando tropeçares terá sido eu quem a empurrei, quando voares terá sido eu quem te deu asas e não haverá liberdade fora de mim para teus desejos sórdidos; sempre que estiver longe de mim, não poderás ir até teus limites porque terão te amarrado as pernas e então lembrarás que o amor que vem de mim é que te faz crescer e conhecer a essência de ti mesma.

Não há crença em mim nas coisas que me falaste, é através de teu toque que provarás teu poder e através de teus olhos que provarás a verdade e jamais haverá promessa porque não trago comigo a tua paz, trago até tua face a tua mascara e não trazes a mim a verdade mas apenas sonhos pra eu sonhar e desejos para o esquecimento, assim podes ver dentro de meus medos o porque de cada palavra minha.

Não entendes nada do que digo por que não te entendes a ti mesma, não és livre porque crês nas regras que te amarram, não me sentes porque não te tocas e jamais provarás da minha verdade porque sendo meu corpo a verdade estou morto em ti.

Pus teus cabelos atrás de tuas orelhas, belisquei teus braços para convidá-la ao conflito;

Olhei teus olhos e vi teu corpo nu dentro dele, nada eu pude pensar a não ser desfrutar dos castigos da tua beleza e das penas que ela me sentencia por desejá-la.

Entenderás meus segredos quando desnudar-te de ti mesma e vestires minha pele ainda ansiosa pela tua, quando perceber que ao que acham mal na verdade é bem e o que é mal na verdade é a vida. Este é o segredo; o oposto.

Esta oposição que te faço é meu corpo diferente do teu mas que é o teu na medida que me tens em teus pensamentos e teus pensamentos flamejam através teu corpo inteiro.

Eu te perturbo em pesadelos,descubro teus seios enquanto dormes, observo teu corpo em teus preciosos banhos, derramo sobre ti o liquido da vida; ungüento que a nudez faz brilhar sob a luz do sol, teus pêlos todos arrepiados acariciando meu corpo frágil e fraco.

Não tive qualquer intenção porque em cada olhar eu estava sendo plantando em teu inconsciente, em cada simples e medíocres toques em tua pele estava plantando prazer, serei o que imaginares porque sou teu próprio pensamento errante e confuso para sempre.

O que me poderás dar? Justamente nada poderás me dar, eu nada tenho para ti e se algo queres terás que ser despedia a pé pelo caminho. Passas através de mim a ser pobre e pela pobreza em mim te tornas rica, porque minha riqueza é dar o pouco que se tem, para então ter todo o universo, sem limites; um amor. Uma historia.

Falei-te de um dia incompleto como um outono sem flores e sem vida, não te quero, não te anseio, quero que sejas tua porque nada terás de mim. A liberdade de sermos livres juntos está escravizada quando não questionares teus pensamentos, e quando não houver perguntas não estarei mais dentro de ti. Só restará o que antes já havia; inquietação e já agora te inquietas pelo nada que sou.



“Não existe início, nada vem do nada, mas sim de coisas pré-existentes. Uma coisa gera outra e não há fim a não ser o nosso fim. Desde já verás nosso próprio fim envolvido por uivos de prazer, carnes aflitas pelo desejo e vícios de toques compulsivos, jamais acredite que tudo que houve foi um início. O inicio não existe. Nada que aconteceu ontem entre um de nós existe, só o que existe é o que hoje podes sentir, ainda não me encontrastes, ainda nos conheceremos e eu poderei morrer em teus braços como um louco entorpecido em teus carinhos e tu jamais poderás sair de dentro de teus sonhos,estas dormindo e jamais acordarás. Serei teu sonho eterno, etéreo.”







Aijalom B. Wagner